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Cobre: necessidades, suplementos e riscos do excesso

Cobre: necessidades, suplementos e riscos do excesso

O cobre é essencial, mas a suplementação não é universal. Veja necessidades, alimentos, deficiência, formas, limites e doença de Wilson.

6Fontes
6Alegações validadas
EstabelecidoEvidência dominante

O ESSENCIAL

Antes de avançar.

O cobre é essencial, mas a suplementação não é universal. Veja necessidades, alimentos, deficiência, formas, limites e doença de Wilson.

Explorar o artigo
01

O essencial

O cobre é um oligoelemento essencial envolvido na produção de energia, no metabolismo do ferro, no tecido conjuntivo, no sistema nervoso e na imunidade. Esta função fisiológica não demonstra que acrescentar cobre melhore a saúde quando a ingestão já é suficiente. [1]

02

Necessidades e alimentos

A EFSA propõe ingestões adequadas de 1,6 mg por dia para homens adultos, 1,3 mg para mulheres adultas e 1,5 mg durante gravidez e amamentação. As referências norte-americanas do NIH são diferentes: 0,9 mg para adultos, 1,0 mg na gravidez e 1,3 mg durante a amamentação. São referências populacionais, não doses pessoais. [1][2]

Marisco, vísceras, frutos secos, sementes, cereais integrais, chocolate, batata, cogumelos, abacate, grão-de-bico e tofu fornecem cobre. Uma alimentação variada costuma cobrir as necessidades. A água também pode contribuir quando canalizações de cobre libertam metal; a OMS estabelece um valor-guia de 2 mg/L para água potável. [1][3]

03

Deficiência e suplementos

A deficiência é rara, mas pode ocorrer com má absorção, cirurgia digestiva, desnutrição grave, doenças genéticas ou doses elevadas de zinco durante muito tempo. O zinco pode reduzir a absorção de cobre. Os sintomas são pouco específicos, e cobre sanguíneo ou ceruloplasmina precisam de interpretação clínica. [1]

Os suplementos podem conter óxido cúprico, sulfato, gluconato ou quelatos de aminoácidos. Nenhuma forma demonstrou superioridade geral na biodisponibilidade ou nos resultados clínicos. Leia a quantidade de cobre elementar e some todas as fontes provenientes de outros produtos. [1]

04

Excesso e riscos particulares

Uma ingestão elevada e regular pode provocar náuseas, vómitos, dor abdominal, cólicas, diarreia e lesão hepática. O NIH fixa para adultos um limite superior de 10 mg por dia de todas as fontes; não é uma meta. A doença de Wilson provoca acumulação de cobre e exige tratamento especializado, não suplementação com cobre. [1][6]

Uma revisão Cochrane encontrou evidência de certeza moderada de pouco ou nenhum benefício cognitivo da suplementação prolongada com zinco e cobre em adultos cognitivamente saudáveis. As funções normais do nutriente não justificam promessas contra fadiga, artrite, doença cardiovascular ou demência. [5]

05Perguntas frequentes

01O zinco pode reduzir o cobre?

Doses elevadas de zinco durante muito tempo podem reduzir a absorção de cobre. Não acrescente cobre automaticamente; procure primeiro uma avaliação. [1]

02A doença de Wilson é uma deficiência de cobre?

Não. É uma doença genética de acumulação de cobre tratada sob supervisão especializada. [6]

Fontes

Estudos revistos por pares e referências institucionais usados neste artigo.

  1. 1EMA· 2024
    Recomendação oficialEstabelecido
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  2. 2NIH Office of Dietary Supplements· 2024
    Recomendação oficialEstabelecido
    Ver a fonte
  3. 3OMS· 2022
    Recomendação oficialEstabelecido
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  4. 4Anses· 2021
    Recomendação oficialEstabelecido
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  5. 5Cochrane· 2018
    Revisão sistemáticaLimitado
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  6. 6EFSA· 2015
    Recomendação oficialEstabelecido
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